The Code Force

Nossa primeira maratona de tecnologia permitiu a apresentação de várias ideias de produtos. A vencedora? Um porquinho digital

E se, no fim do mês, você pudesse comprar um par de ingressos para o cinema só com o dinheiro do troco do dia a dia?

E se, no final do ano, você pudesse comprar passagens aéreas para suas férias usando um dinheiro que você nem sabia que tinha?

Essa é a proposta do Piggy, app dedicado ao microinvestimento e vencedor do The Code Force, primeira maratona de tecnologia organizada pelo Santander. “É raro que as transações diárias sejam redondas; você vai ao restaurante e a conta termina com um valor quebrado em centavos. O que o Piggy faz é arredondar os pagamentos e jogar a diferença em uma poupança. O foco são os Clientes que poupariam cerca de R$ 3 por dia, mas que não se sentem confortáveis em depositar R$ 100 de uma só vez no fim do mês”, explica Thiago Butignon Claramunt, especialista em negócios da nova fintech.

O grupo responsável pelo Piggy já estava mais ou menos formado quando a maratona começou: Thiago já havia trabalhado em outros projetos com o designer Matheus Piffer e com o desenvolvedor Jean Paul Marinho. Os três convidaram os desenvolvedores Victor Kazuyuki Shinya e Henrique Leite para se juntarem ao time. O tema ainda seria lapidado, mas era certo que teria algo a ver com microinvestimentos ou microfinanciamentos.

Os participantes foram apoiados por vários especialistas, ou “mentores”, de algumas áreas do Banco e também de empresas parceiras, como Getnet, Ingenico, MasterCard e IBM. No fim, quatro das doze equipes foram escolhidas para dar continuidade aos seus projetos, com um incentivo de R$ 5 mil e um mês de aceleração na Wayra, aceleradora de startups do Grupo Telefônica e uma das principais da América Latina. Carla Martins, da equipe de Inovação da Getnet, foi uma das mentoras à disposição das equipes e avaliou que “o evento casa bem com a proposta do Banco e nos coloca em uma posição privilegiada em relação a fintechs e à inovação. Gente de fora do mercado financeiro traz ideias bem fora da caixa, e o Santander consegue absorver muitos conceitos que surgiram nesse final de semana”.

“A parte mais legal é poder atuar com pessoas com especialidades e visões diferentes; isso faz com que a atividade fique mais rica. Também é importante levar isso para o dia a dia e não deixar que essa experiência acabe em um final de semana”, contou Lucas Barella, desenvolvedor da área de Riscos.

Com os projetos mais lapidados, os quatro times escolhidos – Piggy; UmHelp, de renegociação de dívidas; Partiu, de pagamento; e Bankbox, de educação financeira – apresentaram seus projetos no espaço de eventos do quarto andar da Sede Santander para uma banca composta por executivos do Santander, da Mastercard e da IBM.

Nossa opção de participar dos projetos como um cliente, sem intenção de atuar como sócios, foi uma surpresa positiva para Thiago. “Como startups, nós simplificamos processos e tornamos possível lançar produtos em muito menos tempo do que o Banco faria, graças à menor burocracia interna. Agilizamos produção, programação, modelo de marketing e negócio e até correções e mudanças de direção graças a um modelo de gestão mais horizontal”.

A cooperação também aconteceu entre as equipes concorrentes: “É bastante comum que a gente conheça as pessoas de outras hackathons. Nós temos amizade fora da competição e nos ajudamos durante a incubação; apontamos e corrigimos bugs dos produtos dos outros e trocamos informações sobre os pitches que apresentaríamos. O ambiente é colaborativo e transparente porque, no fim das contas, nós sabíamos que qualquer um poderia sair do Santander com um investimento na sua ideia, mesmo sem ser o vencedor”, explica Thiago.

Deixe o seu comentário